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O masoquismo do gamer hardcore

08.10.2010 às 20:47 | Nenhum comentário | Categoria: Sem categoria

A minha infância nos anos 80/90 foi marcada por muitos títulos jogados no "Fácil". Sexta-feira era o dia de convencer os pais a alugar uma ou duas fitas (sim, cartuchos) para o fantástico – e curto – final de semana. Sem tempo suficiente para dominar a arte dos difíceis jogos antigos, o jeito era escolher o caminho menos nebuloso. Tente, por exemplo, jogar Contra (em qualquer nível na verdade) e adicione um prazo de 2 dias para aprende-lo/finalizá-lo. Não há nada mais agoniante que uma Time Bomb.

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Contra traumatizava criancinhas

Quando finalmente consegui ter meu primeiro console comprado com dinheiro de suor próprio (um PS2) resolvi encarar os desafios como eles foram feitos: no “Normal”. Terminando o ótimo side-scroller Viewtiful Joe, após muito tempo brigando com o poderoso chefão Fire Leo (na época considerado um dos mais difíceis dos games) fui premiado com um nível extra de dificuldade (e Dante! Sim, Dante, com armas!). Uma proposta irrecusável. Conheci um brinquedo totalmente novo, o nível “Hard” ou “Ultra Hard” ou “You gonna die”. Sempre respondo: “Veremos!”. Agora é assim: jogo com a dificuldade no talo, ou não jogo.

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O todo poderoso Fire Leo

O tempo passou e participei de várias batalhas épicas. Aprendi que com o Ryu não adianta chegar por cima contra o Blanka. E que no Call of Duty veterano, quem saca primeiro a arma sai vivo.

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Gamerbox: Jogo bom é jogo difícil

21.07.2009 às 14:00 | 1 comentário | Categoria: Games

Veja o vídeo a seguir. Ikaruga. Teve a sua versão original no Dreamcast, é considerado um dos jogos mais difíceis do gênero e também um dos mais hardcore entre todos disponíveis no Xbox Live Arcade. É recomendado apenas para jogadores experientes e bla bla bla. Eu sou muito fã de jogos shoot-em-up (na verdade eu adoro qualquer-coisa-em-up) e se eu fosse você, daria um jeito de jogar (na geração atual é possível jogá-lo no Wii – a versão Gamecube – ou no Xbox 360).

Acho difícil? Então paga um pau:


Tem essa outra pérola que encontrei no Youtube. Tremendo rouba-ficha.

Agora, se você quer ver um jogo foda mesmo, apresento-lhes Kaizo Mario World (ou Super Mario Asshole para os americanos). O jogo consiste em uma versão alterada de Super Mario World em que a dificuldade é muito mais que extrema, beira a fantasia. Eu posso dizer (com testemunhas) que cheguei muito perto de zerar tanto a versão 1 como a 2, faltando uma dupla de fases em cada uma no máximo.

Pareceu simples? Pois não é, é doentio. Com certeza esse vídeo não foi gravado em apenas 1 take. Já fiquei horas e horas brincando com esse Mario com namorada do lado sofrendo comigo. Depois não sei porque estou solteiro.

E como relembrar é viver, a melhor batalha que venci em minha longa vida de gamer, com a melhor pessoa ao meu lado, melhor fase, melhor tudo, foi aí que peguei prazer pelo jogo sempre no nível hard: Joe versus Fire Leo (na época considerado um dos chefes mais desafiadores da história dos games). A luta não é tão difícil depois que você se acostuma, mas até aí se vão umas 20 vidinhas fácil fácil. Outro jogo recomendadissimo, se puder termine-o no mais difícil e joge novamente no Ultra V-Rated. Vale a pena, e você ainda terá a opção de jogar com a versão “desenho cabeçudo” de Dante, o personagem principal de Devil May Cry, o que muda bastante a jogabilidade.

Bom, comecei aqui a sessão “Gamerbox” em meu blog, aonde falarei de alguns jogos sem muita frescura, direto ao assunto. Espero conseguir atualizar sempre que pintar um assunto legal para se falar. O canal está aberto também para sugestões de assuntos, críticas, etc.

E você, tem algum jogo ou chefe que traumatizou?
Já tentou começar todo jogo novo no hard?

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Os jogos mais importantes da história: Parte 1 – Very Old School

22.10.2008 às 14:19 | 1 comentário | Categoria: Games

Prometi um artigo sobre games, das antigas (de quando ainda conseguia tirar algum dinheiro escrevendo sobre jogos), e promessa é dívida. Vou dividir esse artigo em algumas partes, dependendo da aceitação, continuamos ou não. Aí vai, espero que gostem (sem muitas delongas, afinal estou em meu blog e não em uma revista ou um grande site).

De época em época, surge um grande jogo capaz de alterar o rumo do mercado dos games, fazer o que ninguém imaginou, ou simplesmente traçar um novo caminho para nossos videogames. Nesse post vou comentar sobre alguns desses títulos, que podem até não terem sido os responsáveis pela invenção citada aqui, mas que conseguiram tornar tudo isso popular para as massas. Quando possível, mostrarei também como a franquia (ou gênero criado) está hoje, nas gerações atuais. Lembrando que o expressado aqui é a minha opinião pessoal, não tem valor científico e muito menos são fatos comprovados escritos na pedra da lei.

Parte 1: Very Old School

First things first… Vamos aos antigaços.

Pong (1972)

Pong: Tin... Tun... Tin... Tun...
Tin… Tun… Tin… Tun…

Pong não poderia ficar de fora dessa lista. O primeiro jogo comercial da história, com suas 2 barrinhas, bolinha que acelerava se acertada pelas “quinas”, e seu botãozinho de girar, conquistou milhares de casas ao redor do mundo, gerando pela primeira vez, o ato de ficar em sua residência para “brincar” com eletrônicos.

Pong: Versão console foi o primeiro jogo eletrônico da história.
Versão console foi o primeiro jogo eletrônico residencial da história.

Inovação: Considerado o ponta pé do mundo dos games, criou o costume de manter os jovens em casa, jogando.
Nos dias de hoje: Plasma Pong

Plasma Pong é a versão “Pong on Acid” (você conhece a minha série de quadrinhos Nerds on Acid?). Imagine uma partida de Pong totalmente lisérgica, aonde é possível cuspir plasma para alterar o percurso da bolinha. Taí. Infelizmente o jogo enfrenta alguns processos por ter utilizado o nome “Pong” (que é marca registrada da Atari), mas é possível encontrar versões para download espalhadas pela web.

Plasma Pong: Nossa mano... que viagem...
Plasma Pong: Nossa mano... que viagem...
Nossa mano… que viagem…

(Mr. e Ms.) Pacman (1980)

Pacman: Olha, quero brincar de come-come!
“Olha, quero brincar de come-come!”

Um dos primeiros jogos a possuir um pequeno enredo, com inimigos tomando decisões diferentes e um momento de “virada de mesa” (aonde você parava de se defender/fugir e atacava), Pacman é uma das franquias de maior sucesso até hoje, com série de desenho animado, bichinhos de pelúcia, e zilhões de continuações (2D, 3D, plataforma, pinball, etc). A programação dos fantasmas possuia um algoritmo de pressão, que mais cedo ou mais tarde, te fechava em algum canto, o que tornava a versão arcade (fliperama) bastante difícil (as versões console de todos os jogos facilitam a jogabilidade).

Ms. Pacman: Olha, o come-come ganhou um lacinho!
“Olha, o come-come ganhou um lacinho!”

Inovação: Inteligência dos inimigos, mudança de estratégia durante o jogo.
Nos dias de hoje: Festas Rave

Hoje em dia é fácil brincar de Pacman. Semanalmente por todo o país rolam as famosas festas Raves, aonde é possível correr de fantasmas (ou ao contrário, graças às pastilhas de power-up que também são reais :P ) sob os sons eletro-psicodélicos de DJs alucinados. Com um pouco de força de vontade é possível até entrar em uma passagem e aparecer do outro lado da festa.

Festas Rave: Switchback!
Switchback!

(Ok, segue uma foto para mostrar porque não mostrei o último jogo da franquia Pacman lançado, para o Nintendo Wii. A série evoluiu mas segue a fórmula infálivel de décadas atrás, mesmos gráficos, sons, etc. Aproveitei aqui para fazer essa piada besta pois a revevolução gerada por Pacman diz respeito ao enredo, a evolução dos inimigos e estratégia de jogo, inovações existentes em 100% dos jogos atuais.)

Pacman Wii: “Olha, o come-come continua a mesma merda em quase 30 anos!
“Olha, o come-come continua a mesma merda em quase 30 anos!”

Pitfall (1982)

um dos primeiros jogos de plataforma, com suas cores vivas (e militares), Pitfall era considerado na época o melhor jogo para o Atari. Permitia que o jogador avançasse utilizando o nível superior ou inferior da fase (e muitas vezes, misturando ambos), em um cenário praticamente infinito. Muitas lendas rondavam o jogo, como a que dizia que a história acabava em um castelo (mentira, deve ter gente procurando o famoso castelo até hoje).

Pitfall: Versão original para Atari.
Versão original para Atari.

Pitfall: Versão da “Aventura Maya” de Pitfall, chegou aos maiores consoles da época (assim como para Windows 95)
Versão da “Aventura Maya” de Pitfall, chegou aos maiores consoles da época (assim como para Windows 95, se tornando o primeiro jogo comercial para a nova geração do sistema operacional).

Pitfall: Versão Wii: A série já abandonou o estilo plataforma e Pitfall Harry continua agarrando o cipó!
Versão Wii: A série já abandonou o estilo plataforma e Pitfall Harry continua agarrando o cipó!

Inovação: Plataforma, cenário, multi-nível.
Nos dias de hoje: Braid, Viewtiful Joe.

Braid é um dos jogos de plataforma mais comentados da atualidade. Está disponível na Xbox Live Arcade para aquisição via Microsoft Points. Lançado em 2008, o puzzle-plataforma aonde é possível voltar no tempo (no estilo Sands of Time), conquistou notas altíssimas da mídia mundial.

Braid: O jogo segue uma linha clássica, música e visualmente
O jogo segue uma linha clássica, música e visualmente.

Braid: Seus puzzles vão desde simples tarefas a enormes jornadas
Seus puzzles vão desde simples tarefas a enormes jornadas.

Mas como o assunto é inovação, comentarei sobre um dos que eu achei totalmente obra de arte dos jogos de plataforma: Viewtiful Joe. Inovou completamente os jogos de plataforma, criando vários poderes de manipulação do tempo que interagiam com o cenário, inimigos e armas, podendo utilizar a quarta dimensão como estratégia. Recomendadíssimo! Inclusive, um dos chefes do jogo, Fire Leo, é considerado um dos chefes mais difíceis da história dos games, tornando o mesmo, um dos maiores clássicos obrigatórios para quem é realmente gamer.

Viewtiful Joe: Em VJ, é possível aumentar e diminuir a velocidade do tempo
Em VJ, é possível aumentar e diminuir a velocidade do tempo.

Viewtiful Joe: Viewtiful Joe 2 adiciona algumas novidades, trazendo novamente a sensação de novidade
Viewtiful Joe 2 adiciona novos comandos, trazendo novamente a sensação de novidade.

Tetris (1985)

Tetris: Primeira versão de Tetris para MS-DOS
Primeira versão de Tetris para MS-DOS.

Que tal usar seu cérebro ao mesmo tem que se diverte com barrinhas coloridas? Tetris, que foi inspirado em um antigo jogo geométrico, provou que era possível forçar a capacidade de raciocínio matemático, ao mesmo tempo que o jogador compete com a máquina. Diz a lenda (nem tão lenda assim) que Tetris foi criado pelo professor russo Alexey Pajitnov, a pedido do governo soviético comunista que via a revolução dos games atingir os 2 maiores pólos capitalistas do globo (Estados Unidos e Japão).

Inovação: Estímulo do racíocinio matemático durante jogos eletrônicos.
Nos dias de hoje: Little Big Planet

Existem toneladas de jogos que surgiram a partir de Tetris (inclusive alguns que eu jogo, como Super Puzzle Fighter, e alguns outros em 3D que marcaram época), mas eu não poderia deixar de citar a aparição com maestria do jogo em “Little Big Planet” para Playstation 3, praticamente uma homenagem ao original, em um dos títulos mais esperados da atualidade.

Em breve a Parte 2… Wait for it… Wait for it…

Update: Corrigi alguns dos erros de portugues mais cabulosos.

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